Domingo, 13 de Junho de 2010

We’ve told that there’s justice in this world. But I realize that JUSTICE IS WHAT YOU CAN TAKE

Mário Jorge Amorim 17/4 às 22:07
Então que é feito de ti ?

Gilson Alves 17/4 às 23:38
O que é feito de mim Dr.? Na mesma situação em que o HSJ me deixou, naquela em que os meus sonhos estão a ser destruídos. Uma grande tragédia esta: andamos desde miúdo a acreditar que desde que trabalhemos, teremos o que merecemos para, no final, pessoas que mal conheçemos e que sobre nós não tem auridade moral destrua tudo com um aceno de mãos. Pior, destroem tudo e não vejo nos seus corações uma pinta de remorsos. Sabe o que me tem afastado doc?: Preconceitos. Hoje, talvez estejam no serviço internos que beneficiaram de coisas pelas quais lutei. Gente que, tudo indica, o serviço prefere, gente que, segundo se diz, são melhores do eu. Curvo-me a todos os do HSJ que viram um sonho antigo facilmente concretizado: o de me ver bem longe daquele edefício. Pelo facto de não gostarem de mim, é óbvio que, Gostariamos que este gajo desaparecesse daqui. Nunca me ocorreu que estive tão perto do perigo de sair, todavia. Foi preciso ser juntado a este cozido a PT uma pitada dos meus defeitos, para que tivessem o que sempre desejaram. Bem, but not so fast. Esta minha forma de viver, Ou Tudo ou Nada, é a minha melhor arma; este meu foco, (alguns dizem), pouco saudável num e num só prémio (CCT) é o que me mantem de pé e esperançoso. E que aqueles que agora parecem esquecidos e contentes com a minha ausência tenham tino, que posso nunca mais voltar ao HSJ, mas não quer dizer que me vá embora. É só eu me adaptar, ver o meu prémio e os acontecimetos de um novo ângulo. No fim, pelo menos para mim, tudo acaba por encaixar e fazer todo o sentido. A quem nada disto fará sentido e não terá valido a pena? Aos outros que teimam em me manter nesta condição. Ainda desejo que estes percebam que eu já paguei o preço dos meus erros e que já sofri bastante. Depois disto, bastará a todos se conformarem que terão de conviver com alguém que odeiam e gostariam que estivesse morto pelo menos até o final da especialidade. Depois, aperto de mãos, Adeus. Isto e só isto, para mim, faria que tudo tivesse valido a pena. Criei muitos ódios naquele HSJ, mas nunca duvidei que sairia dalí com o meu prémio debaixo do braço ou morreria tentando. Mas é melhor não escrever muito mais, pois, a minha escrita me tem deixado em apuros. Agora sou mais contido (?!!!!!!!).
P.S.: A minha tentativa de sair do país para fazer CCT falhou redondamente. Só me foi oferecido restos de coisas que os outros não queriam. Antes cortasse os meus pulsos. E agora doc? Ninguém me quiz em PT, não consegui sair...e agora? Vou viver para debaixo da ponte? Tão felizes faria muitos, não é? Mas só ingénuos e desmiolados acreditam mesmo que a minha queda chegará a tanto.
Fora tudo o que acabou de ler, já não quero ouvir falsos elogios, a única coisa que aprendi que quero e me faz falta é o meu trabalho. Esses elogios tem de acabar, Ó pá, nós todos reconhecemos o teu mérito, és muito inteligente, quero lá saber!
Doc, se é mesmo muito inteligente, sabe muito bem que enquanto o meu castigo durar, andarei sempre por perto, até que de mim mais não haja.
P.S. 2: O Armando ligou-me. Aparentemente, estava com peso de consciência por ter dito que compareceria no Tribunal e depois não ter aparecido sem dar nenhuma explicação.

Mário Jorge Amorim 13/6 às 14:16
Caro Gilson
Começo por pedir-te desculpa pelo atraso na resposta ás tuas mensagens. Este, deve-se tb ao facto de não ter muito para dizer-te senão voltar a repetir tudo aquilo já dito. Apelo a uma tentativa de repensar a tua vida:
1º A Cir. Torácica transformou-se para ti num beco sem saída no Porto e provavelmente em Portugal. Como lutador que és continuas a reivindicar um lugar que na minha opinião não surgirá. Actualmente existem no serviço 5 internos de especialidade. Como compreendes é já gente em excesso para a capacidade formativa do serviço.
2º Outras especialidades. Não comprometas a tua formação médica. Tu és médico e como tal deverás exercer a tua profissão. Tenta outra coisa. Não te deixes derrotar abandonando a carreira médica que é muito mais e maior que ser-se especialista em CT.
3º Não te deixes vencer pelo rancor e ódios que nada te trarão senão mais rancor e ódio.
Dispõe no que me estiver acessível,
Comprimentos,
Mário Jorge Amorim

Gilson Alves 13/6 às 16:49
Não comprometi e nem abandonei a minha carreira médica. Comece por mudar a sua perspectiva do problema. A responsabilidade da destruição da minha carreira é de outros. Essa é a verdade. Tal como os outros, o Dr. MJ vem dizer que eu não devo comprometer, etc., atirando a responsabilidade para o meu colo. Neste mundo, temos uma escolha muito simples a fazer: Fazer com que os criminosos sejam punidos pelos seus crimes ou não.
Se vir as coisas desta maneira, chegará à conclusão que caso a minha vida seja destruída, os responsáveis dever-me-ão as suas. E eu aparecerei mais cedo ou mais tarde para cobrar a dívida.
Reparo também que toma como garantido essa minha inevitável derrota. Após ser afastado ilegalmente de um lugar que eu ganhei, deixa transparecer que um homem tem de resignar-se a tamanha injustiça e ceder. Falam, falam e as vossas mentes semi-cegas não conseguem começar por analisar o problema da perspectiva da justiça, porque acostumaram-se a viver sem ela e a nunca contar com ela. Uma Injustiça foi cometida. Que se reponha tudo como estava e que os responsáveis sejam punidos. Estou-me nas tintas se o Serviço tem agora 5 internos ou se tem capacidade formativa ou não, pois, eu estive no meu lugar muito antes de quatro deles chegarem. Por isso, a responsabilidade do excesso de internos não é minha. Que mandem um ou dois embora para que eu possa reocupar o meu lugar. Parece-me algo que o actual Director de Serviço faz naturalmente, recordo-lhe. Ou não se lembra do meu caso? Fui mandado embora sem justificativa. Até hoje, nunca fui acusado oficialmente de nada. Isto é tirania! Não se inquiete, contudo. O tempo, apesar de o Dr. não o poder entender (e ainda bem para mim), está do meu lado.
A sua desesperança é típica dos portugueses. Como poderia eu culpar-vos por ela, se tudo o que podem esperar do vosso país é mediocridade. Sejamos claros: Portugal é o mais maléfico inimigo da humanidade de todos os tempos, um insulto para a Humanidade, um fracasso indigno de existir que deveria ser arrasado da face da terra por quaisquer meios disponíveis; um destruidor de sonhos e de pessoas que merece mais do qualquer problema neste mundo, uma solução final.

Por isso digo-lhe, posso muito bem ser enterrado em Portugal. Tanto me faz morrer hoje e os meus inimigos amanhã. Mas NUNCA prosseguirei a minha vida sem os submeter ao punho pesado da Justiça. Meteram-se com a pessoa errada. Hoje desejava nunca ter colocado os meus pés neste país amaldiçoado, mas é esse o destino que me estava guardado e aceito-o com coragem e honra. Das minhas mãos e da minha pena poderão muito bem estar a ser dados os primeiros passos para destruição completa de Portugal. Que melhor legado poderia eu deixar a humanidade? Contribuir para livrá-lo de um dos seus piores inimigos, essa escumalha sub-humana, quiçá o último vestígio dos Neandertais no Sul da Europa.
Há uma outra coisa: após tanto vos pedir para pararem com esse insulto da mudança de especialidade, vejo que os meus pedidos caíram em ouvidos moucos, muito por causa do vosso modo desesperançado e preconceituoso de ver o mundo. Mas tenham cuidado: um dia a minha paciência vai esgotar-se e eu mesmo fecharei as vossas bocarras insolentes, para sempre.
We’ve told that there’s justice in this world. But I realize that JUSTICE IS WHAT YOU CAN TAKE.
Compreendeu a minha msg desta vez? É que não lho vou repetir mais uma vez.