Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

A GUERRA ESTALOU

É chegada a hora. Quem não se quer enganar, conclui (facilmente) que o HSJ tem estado a jogar com o tempo, à espera do fim do ano, a ver se me mandam embora à moda de chumbo em dois anos consecutivos. Como aparte, devo esclarecer alguns de que o tempo que tenho “gozado” no serviço não conta como tempo de internato. Ou seja, não têm os arrogantes os mecanismos legais para “chumbar-me” porque não há elementos que justifiquem nem boas nem más notas, obviamente (desculpem-me estes círculos reflectivos). Além disso, como interrompi o internato durante 5 meses, só completaria 24 meses de internato (se estes dias contassem) em Julho de 2010, levando a que só fizesse exame em Janeiro/Fevereiro de 2011. Porém, disse bem e faço uma adenda: não têm, mas estão à espera de forçar as coisas e atropelar a justiça moribunda e fedorenta que é a portuguesa. Isto, mes amis, só neste canto podre. Podem apostar que tentarão fazer isso, atropelar a miserável justiça portuguesa, e logo se verá. Estou aqui a tentar fazer-vos andar às voltas para vos dizer o seguinte: só se eu compactuar com o jogo execrável desses racistas execráveis. Do seguinte modo, esperar até Janeiro do próximo ano, calmamente, até que eu tenha uma surpresa, por ter sido tão estúpido. O que quero dizer, my friends, é que não vou esperar para ver.

Relembrem-se de que fui traído por todas as instituições, que foram alertadas sonoramente para esta miserável extorsão ao Estado e a destruição macabra de uma carreira, que tinha todos os ingredientes para ser brilhante. Num país destes, embora não me surpreenda que ninguém queira saber (só Futebol! Ah triste país condenado), tenho sempre uma revolta nas minhas entranhas sempre que sou confrontado com situações que são improváveis noutros cantos do Universo, o que me dá uma vontade urgente de vomitar.

Alertei o Sr. Director Clínico (outra vez) por escrito, como tiveram a oportunidade de ler na carta que aqui publiquei. O Sacana Nojento filho da mãe continua a passear aquela careca nojenta pelos corredores do HSJ, à espera de Janeiro de 2010.

Enfim, a partir deste dia tomo por garantido que conseguiram acabar com a minha carreira e que tudo está irremediavelmente perdido. Todos foram testemunhas de que bastaria os meus ex-colegas terem sido justos para que tivéssemos conseguido algo deveras único, para ajudar a acabar de vez com este vício de abuso que consome a carne portuguesa. Só resta saber o que cada um de nós (meus ex-colegas incluídos) vai levar consigo quando isto finalmente acabar. No final disto, poderá não restar muito de mim para contar uma história, contudo por cada grama que eu perder vou fazer perder 1000. É contra a minha natureza deixar que injustiças dessas sejam perpetradas sobre mim e, por isso, é-me humanamente impossível continuar sem acertar contas. Principalmente com aquele verme e sapo racista de nome PP.
Olho por olho, dente por dente! Podem até ter esta minha pele exótica, mas isto vai-lhes sair muito caro. Caríssimo. Meus amigos, exorto-vos a tentarem a justiça por outros meios, se nenhum dos outros legais ou outros funcionam. Há sempre uma forma de fazer justiça. Get it? Quem faz destas a um homem tem de assumir as consequências dos seus actos. A não ser que aquele a quem foram feitas sejam ratos. Há algum rato que me esteja a ler? Sei que sim, mas esses são ratos anónimos. Ignoremo-los.
Os meus ex-colegas são tão burros que estão convencidinhos de que continuarão as suas vidinhas de cobardes e traidores felizes da vida, depois de destruírem a minha. Mon Dieu como o sangue português lhes corre na veia! E eis uma falha que jamais suprirão, por terem as origens que têm – subestimam-me. Gostaria muito que se pusessem em sentido nestes dias. Terá mais piada. Porém, duvido.
Não irei telegrafar os meus golpes, obviamente, mas asseguro-vos uma coisa: vivam os envolvidos 100 anos, não passará nenhum dia em que não se lembrarão destes tempos magníficos, principalmente da minha cara e dos horrores que me têm feito passar. Quais sanguinários têm-se deliciado com este espectáculo de tortura, onde eu sou a fera exanguinada . Ninguém espetará aquele golpe de misericórdia, pelo menos olhando-me nos olhos. É essa a lógica de todo o processo ter passado para as mãos do todo poderoso Director Clínico; do processo disciplinar estar totalmente a ser controlado por ele. Já agora, falei com o instrutor pelo telefone. Este disse-me corridamente que está a fazer ainda algumas diligências (algumas!) e que logo após estas ditas coisas entregaria o processo ao DC para que eu receba depois a sentença. Leram bem, sem uma nota de culpa (ou seja, não sei de que me acusam nem nunca tive nem pelos vistos terei oportunidade de me defender). Isto, neste país. (Uff! Apetece-me mandar esta caca seca que é Portugal por uma cratera activa abaixo, ou para a sanita). Estava eu dizendo que sem uma nota de culpa, sete meses, quando a instrução por lei deve durar 45 dias. Uma sentença que chegará sem nunca eu ter tido oportunidade de me defender.
Ou então não conhecem sequer o estatuto disciplinar da Função Pública. Isto neste país.
Digam-me, isto vale a pena? Quem aí vai se insurgir contra mim, defendendo estes porcos?

Meus amigos, na Segunda Guerra Mundial, em 44 (Outono) o III Reich iniciou a operação Barbarossa. Nesta guerra, com o Exército Russo, o Fuhrer declarou que ou Exército inimigo marcharia sobre os seus cadáveres ou eles marchariam sobre os deles. Adoro esta postura de ou tudo ou nada, confesso-vos. Ao menos tenho as tripas prontas para não deixar injustiças darem um passo sobre o meu cadáver. Acusem-me do que bem entenderem.
É altura então de declarar o mesmo,
A partir do dia de hoje, ou aqueles que destruíram a minha vida marcharão sobre o meu cadáver, ou marcharei sobre o deles. A guerra começou.

Estou metido nisto até o pescoço, e podem ficar descansados de que não tenho mais nenhum plano para o meu futuro.

Best